Onde assistirOldboy: Dias de Vingança no Brasil?
Oldboy
Ficha técnica
Um arrogante executivo, Joe Ducett, é sequestrado e passa 20 anos em cativeiro, sem saber quem o sequestrou ou o motivo. Enquanto isso, ele descobre, pela televisão, que sua ex-esposa foi assassinada e que ele é o principal suspeito. Certo dia, Joe é libertado e, com a ajuda de uma assistente social, ele tem apenas três dias para descobrir a verdade sobre seu sequestro.
A informação mais útil primeiro
Este é o remake americano de 2013, dirigido por Spike Lee, com Josh Brolin. Não é o filme coreano que ficou famoso.
Se você chegou aqui procurando Oldboy, o que você quer provavelmente é o original de 2003, de Park Chan-wook, com Choi Min-sik. Aquele tem nota 8,2 no TMDB e é considerado um dos melhores filmes do século. Este tem 5,9.
Os dois estão no Brasil, no mesmo canal Lionsgate+ dentro da Amazon, com nomes parecidos. É muito fácil clicar no errado.
Se você quer o coreano, procure por Oldboy, ano 2003. Se você já viu o original e está curioso sobre o remake, siga lendo — mas com expectativa ajustada.
O que deu errado
Praticamente tudo, e a maior parte não foi culpa do diretor.
Spike Lee entregou um corte de cerca de três horas. O estúdio exigiu que ele cortasse para os 104 minutos que estão em circulação. Lee discordou publicamente e retirou o nome dos créditos de montagem — o filme é creditado como "A Spike Lee Film" em vez do habitual "A Spike Lee Joint", que é a assinatura que ele usa em tudo que considera seu.
O resultado é visível na tela. A trama corre, as motivações aparecem sem construção, e personagens somem. A relação central, que no original leva o filme inteiro para se desenvolver, aqui acontece em atalho.
O corte longo nunca foi lançado. Lee já disse em entrevista que existe e que gostaria que fosse visto, mas o estúdio nunca liberou.
É um caso raro em que um filme ruim tem uma explicação documentada e uma versão melhor trancada em algum lugar.
Para quem é — e para quem não é
É para você se você já viu o original, gostou muito, e tem curiosidade genuína sobre como Hollywood tentou refazer aquilo. Como objeto de estudo, é interessante — dá para ver exatamente onde as decisões mudaram e por quê.
Também tem algum valor para quem gosta de Josh Brolin e de Sharlto Copley, que fazem o que podem.
Não é para você se você nunca viu o original. Neste caso não existe motivo para começar por aqui: você teria uma versão pior de uma história cujo impacto depende de execução, e estragaria a experiência do filme bom.
Também não é se você é sensível aos mesmos temas do original — o remake mantém o núcleo do desfecho, incluindo abuso e incesto, e o trata com menos cuidado.
E há violência gráfica, ainda que menos memorável que a coreana.
A briga do corredor, comparada
O original tem uma briga de corredor em plano único de cerca de três minutos, filmada de lado, com um homem exausto e uma coreografia que parece cansaço real. É uma das cenas mais influentes do cinema de ação.
O remake refaz a cena. E ela é, tecnicamente, mais elaborada: dois andares, mais gente, mais movimento de câmera.
E é bem pior.
O motivo é que a versão coreana funcionava pela restrição. Um corredor, uma câmera parada, um homem que não aguenta mais. Ao expandir, o remake transforma uma cena sobre esgotamento numa cena sobre competência — e a coisa vira exibição de coreografia, que é exatamente o que o original recusava.
É a melhor demonstração possível do que separa os dois filmes. Se você quiser entender a diferença em cinco minutos, assista às duas versões da mesma cena em sequência.
Quanto tempo você tem
Cento e quatro minutos, sem cena pós-créditos. É mais curto que o original, que tem 120 — e a diferença é exatamente o que falta.
Sessão única. Não há motivo para dividir um filme deste tamanho.
Se a sua intenção é comparar com o coreano, o ideal é ver o original primeiro e este depois, com algum intervalo. Ver este primeiro estraga as duas experiências: você já sabe o desfecho quando chegar ao bom, e não terá parâmetro para avaliar o ruim.
Os dois estão no mesmo serviço no Brasil, o que facilita a comparação — e é justamente o que torna fácil errar na escolha.
A ressalva honesta
É um filme fraco, e a nota 5,9 é generosa.
O maior problema não é ser inferior ao original — quase tudo seria. É que ele não tem razão própria para existir. Não reinterpreta, não desloca, não faz uma leitura americana da história. É a mesma trama, com menos tempo e menos convicção.
Spike Lee é um diretor excelente e há momentos em que se percebe: alguns enquadramentos, a paleta de cores, uma ou outra escolha de música. Mas o corte do estúdio apagou quase tudo.
Segundo ponto: Elizabeth Olsen recebe um papel construído inteiramente em função da trama masculina.
Terceiro: o desfecho, que no original é devastador porque foi construído por duas horas, aqui chega como informação. A revelação acontece e não dói.
Se você tem tempo para um só, veja o coreano. Este é para completistas.
Se você gostou de outro, aqui tem o quê
O caminho principal é Oldboy, de 2003, no mesmo canal no Brasil. É o filme que este tenta refazer.
Quem quer mais Park Chan-wook: A Criada, Lady Vingança e Decisão de Partir.
Quem quer Spike Lee de verdade: Faça a Coisa Certa, Infiltrado na Klan e Malcolm X — nenhum tem relação com este, e todos mostram o que ele faz quando controla o próprio corte.
Quem quer outros remakes americanos de filmes asiáticos: Os Infiltrados, de Scorsese, é o caso raro em que a refilmagem funciona, e O Chamado é o outro.
E quem quer entender por que refilmagem asiática costuma falhar: assistir a este e ao original em sequência responde melhor que qualquer texto.
Vale a pena para quem estuda cinema
Este é o único uso em que o filme se justifica, e vale registrar.
Como exercício comparativo, ele é excelente material. Duas versões da mesma história, com quase o mesmo roteiro, e resultados opostos — o que isola bem as variáveis de direção, montagem e tempo.
Dá para observar coisas concretas: o que acontece quando você acelera a exposição, o que se perde ao ampliar uma cena de ação, como a mesma revelação funciona ou não dependendo do que veio antes.
Também é um caso documentado de interferência de estúdio, com o diretor falando publicamente sobre o corte — o que é raro e útil para entender como decisões comerciais alteram um filme.
Ou seja: como entretenimento, é dispensável. Como objeto de comparação, é uma aula. E é honesto dizer que essas são coisas diferentes.
Onde assistir sem pagar duas vezes
No Brasil o filme está incluído no canal Lionsgate+ dentro da Amazon (Lionsgate+ Amazon Channels). Também aparece nas lojas digitais para aluguel e compra.
O detalhe que importa: o original coreano de 2003 está no mesmo canal. Uma assinatura dá acesso aos dois, o que é conveniente para comparar — e é a razão pela qual tanta gente pega o errado sem perceber.
Ao buscar, confira sempre o ano. 2003 é o coreano, 2013 é este. No Brasil o remake se chama Oldboy: Dias de Vingança, mas alguns catálogos listam ambos simplesmente como Oldboy.
O canal Lionsgate+ também cobre Midsommar, Cães de Aluguel, Amnésia e O Discurso do Rei, todos desta lista — um mês resolve vários.
Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.
Também está em: Suspenses de tirar o fôlego.
Onde assistir
Trailer
Trailer original
Esse você já achou.
Da próxima vez, responda 2 perguntas e o app indica — só no que você já assina. Grátis, sem cadastro.
Elenco principal
Josh BrolinJoe Doucett
Elizabeth OlsenMarie Sebastian
Sharlto CopleyAdrian Pryce
Samuel L. JacksonChaney
Michael ImperioliChucky
Pom KlementieffHaeng-Bok
James RansoneDr. Tom Melby
HBO Max CasellaJames Prestley
Linda EmondEdwina Burke
Elvis NolascoCortez
Rami MalekBrowning
Lance ReddickDaniel NewcombePerguntas frequentes sobre Oldboy: Dias de Vingança
Onde assistir Oldboy: Dias de Vingança no Brasil?
Oldboy: Dias de Vingança está incluído na assinatura de: Lionsgate+. Também dá para alugar ou comprar avulso em: Apple TV, Google Play. Os links acima levam direto para a busca em cada plataforma.
De que ano é Oldboy: Dias de Vingança?
O filme Oldboy: Dias de Vingança é de 2013.
Oldboy: Dias de Vingança é bom? Qual a nota?
Oldboy: Dias de Vingança tem nota 5.9/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.
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