Onde assistirOldboy no Brasil?
올드보이
Ficha técnica
Dae-Su é raptado e mantido em cativeiro por 15 anos num quarto de hotel, sem qualquer contato com o mundo externo. Quando ele é inexplicavelmente solto, descobre que é acusado pelo assassinato da esposa e embarca numa missão obsessiva por vingança.
Por que assistir
Porque é o filme que colocou o cinema coreano no mapa mundial quinze anos antes de Parasita. Park Chan-wook levou o Grande Prêmio do Júri em Cannes em 2004 com Quentin Tarantino presidindo — e Tarantino queria dar a Palma de Ouro.
A premissa é simples e horrível: um homem é sequestrado e trancado num quarto por quinze anos, sem saber por quem nem por quê. Um dia é solto, sem explicação, com dinheiro no bolso e um celular. E descobre que ser solto faz parte do plano.
São 120 minutos, nota 8,23 no TMDB com 10 mil votos. É violento, é estilizado, e tem um desfecho que continua sendo um dos mais discutidos do cinema moderno.
A briga do corredor
É a cena mais copiada do cinema de ação dos últimos vinte anos e vale saber o que ela é antes de ver.
Um homem com um martelo enfrenta cerca de vinte capangas num corredor apertado. A câmera fica de lado, filmando em plano lateral como se fosse um jogo antigo de rolagem horizontal, e não corta. São aproximadamente três minutos em plano único.
A coreografia foi ensaiada por semanas e filmada em várias tomadas ao longo de um dia — a que ficou tem erros visíveis, gente errando o tempo, o protagonista claramente exausto. Park manteve assim de propósito: a briga é feia, lenta e cansada, porque é o que uma briga de verdade seria.
Todo mundo copiou. Demolidor, Atômica, The Raid, John Wick — todos devem alguma coisa a esses três minutos. Nenhum tem o mesmo cansaço.
Para quem é — e para quem não é
É para você se você tem estômago para violência estilizada e gosta de vingança como tema. Também é a porta de entrada clássica para o cinema coreano de gênero, ao lado de Memórias de um Assassino.
Não é para você se — e este aviso é sério — você é sensível a qualquer um destes: violência gráfica sustentada, tortura, automutilação, crueldade contra animais em cena real, e um desfecho que envolve abuso e incesto.
O último ponto não é subtexto. É explícito, é o coração da trama, e é o motivo pelo qual muita gente que ama o filme diz que não conseguiria vê-lo de novo.
Há uma cena com um polvo vivo, filmada de verdade, com o ator comendo o animal. Foram quatro polvos. Ele é budista e pediu desculpas depois. Se isso é um limite para você, é um limite legítimo.
O final é o assunto
Sem revelar nada: a última meia hora reconfigura o filme inteiro e transforma um thriller de vingança em tragédia grega.
O que vale saber antes é o desenho da coisa. A pergunta que organiza o filme não é "quem me trancou?" — isso é respondido cedo. A pergunta é "por quê?", e a resposta é construída para ser pior do que qualquer motivo que você tenha imaginado.
Park Chan-wook disse que o filme é sobre o preço de querer saber. O protagonista passa quinze anos exigindo uma explicação, e o filme entrega a explicação como punição.
Existe um debate longo sobre a última cena e sobre o que ela significa — há duas leituras possíveis, e o filme se recusa a confirmar qualquer uma. Vale evitar procurar sobre isso antes. É um dos casos em que saber o desfecho realmente arruína a experiência.
Cuidado para não pegar o filme errado
Existem duas produções chamadas Oldboy, e elas são muito diferentes.
Esta é a coreana, de 2003, dirigida por Park Chan-wook, com Choi Min-sik. É a que tem nota 8,2 e é considerada um dos melhores filmes do século.
A outra é o remake americano de 2013, dirigido por Spike Lee, com Josh Brolin. Tem nota 5,9 no TMDB, foi rejeitado pela crítica e pelo público, e o próprio Spike Lee retirou o nome dos créditos de montagem em desacordo com o estúdio.
Os dois estão disponíveis no Brasil, no mesmo serviço, com nomes parecidos. Se você procurar por "Oldboy" e clicar sem olhar o ano, tem chance real de ver o errado.
Confira sempre: 2003, coreano. O remake se chama Oldboy: Dias de Vingança no Brasil.
Quanto tempo você tem
Cento e vinte minutos, sem cena pós-créditos.
É filme de sessão única e de noite em que você não precisa acordar cedo com bom humor. O desfecho fica com a pessoa por alguns dias, e não é exagero de crítico.
Faz parte da chamada Trilogia da Vingança de Park Chan-wook, junto com Sr. Vingança (2002) e Lady Vingança (2005). Não há continuidade de trama entre eles — só de tema — e este é o do meio e o melhor. Dá para ver isolado sem prejuízo nenhum.
Se você for legendado, escolha uma legenda decente: os diálogos finais são densos e uma tradução ruim compromete o entendimento da revelação.
A ressalva honesta
A estilização da violência incomoda parte legítima do público. Park filma crueldade com beleza formal — enquadramento bonito, movimento de câmera elegante, trilha valsada — e há quem considere isso um problema ético, não uma virtude.
Segundo ponto: os personagens femininos existem quase inteiramente como peças do plano de vingança de homens. É uma limitação séria e o filme não se interessa em resolvê-la.
Terceiro: a cena do polvo é violência real contra um animal, filmada sem truque. Não há como relativizar isso, e é razoável que seja um impedimento.
Quarto, e menor: o filme envelheceu no visual. A estética digital do começo dos anos 2000 aparece em alguns efeitos, e quem chega hoje pode achar datado o que na época era arrojado.
Se você gostou de outro, aqui tem o quê
Quem quer mais Park Chan-wook: A Criada é o filme mais bonito dele e bem menos brutal, e Decisão de Partir é o mais recente e o mais contido.
Quem quer mais cinema coreano de gênero: Memórias de um Assassino, de Bong Joon-ho, é o outro pilar da mesma geração, e Eu Vi o Diabo vai ainda mais longe na crueldade.
Quem gostou da vingança como tragédia: Cabo do Medo e O Estranho que Nós Amamos ficam no mesmo território moral.
E quem quer entender a influência: assista a briga do corredor e depois veja o corredor de Demolidor, primeira temporada. A citação é direta e assumida.
Evite o remake de 2013 mesmo por curiosidade — não acrescenta nada e estraga a lembrança.
Onde assistir sem pagar duas vezes
No Brasil o filme está incluído no canal Lionsgate+ dentro da Amazon (Lionsgate+ Amazon Channels). Também aparece nas lojas digitais para aluguel e compra.
O canal é um adicional dentro do Prime Video, com mensalidade baixa e cancelamento livre. Se você tem Prime por causa do frete, é um acréscimo à conta que já existe.
Detalhe importante: o remake de 2013 está no mesmo canal. Ao buscar, confira o ano antes de dar play — 2003 é o coreano, 2013 é o americano.
Sobre legenda e dublagem: o filme tem dublagem em português disponível em alguns serviços, mas a atuação de Choi Min-sik é boa demais para ser perdida. Se você aguenta legenda, vale.
Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.
Também está em: Filmes de vingança que valem a sessão, Os melhores thrillers psicológicos para perder o sono.
Onde assistir
Trailer
Trailer original
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Elenco principal
Choi Min-shikOh Dae-su
Yu Ji-taeLee Woo-jin
Kang Hye-jeongMi-do
Kim Byeong-okMr. Han
Oh Dal-sooPark Cheol-woong
Lee Seung-shinHypnotist
Yoon Jin-seoLee Soo-ah
Oh Tae-kyeongYoung Dae-su
Yeon-Seok YooYoung Woo-jin
Kim Yeong-aeElevator Lady
Han Jae-duckNight Teacher
Seung-yong LimRude ManPerguntas frequentes sobre Oldboy
Onde assistir Oldboy no Brasil?
Oldboy está disponível para assistir em: Mubi. Os links acima levam direto para a busca na plataforma.
De que ano é Oldboy?
O filme Oldboy é de 2003.
Oldboy é bom? Qual a nota?
Oldboy tem nota 8.2/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.
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