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Poster de O Discurso do Rei

Onde assistirO Discurso do Rei no Brasil?

The King's Speech

Filme2010⭐ 7.7

Ficha técnica

GênerosDrama História
DireçãoTom Hooper
Duração118 min
Nota⭐ 7.7/10 (TMDB)

O Príncipe Albert da Inglaterra deve ascender ao trono como Rei George VI, mas ele tem um problema de fala. Sabendo que o país precisa que seu marido seja capaz de se comunicar perfeitamente, Elizabeth contrata Lionel Logue, um ator australiano e fonoaudiólogo, para ajudar o Príncipe a superar a gagueira. Uma extraordinária amizade desenvolve-se entre os dois homens, e Logue usa meios não convencionais para ensinar o monarca a falar com segurança.

Por que assistir

Porque é um filme sobre alguém aprendendo a falar, e isso é suficiente. Não há guerra em cena, não há intriga palaciana, não há vilão. É um homem gago que precisa fazer um discurso no rádio, e o professor australiano sem diploma que o ensina.

O que segura são duas atuações em atrito. Colin Firth faz Jorge VI como alguém permanentemente humilhado pelo próprio corpo; Geoffrey Rush faz Lionel Logue como o único sujeito na Inglaterra disposto a tratá-lo como paciente e não como monarca. As melhores cenas são os dois numa sala discutindo se um deles pode chamar o outro pelo apelido.

São 118 minutos, nota 7,7 no TMDB com 9,4 mil votos. Levou quatro Oscars, incluindo filme e ator.

A gagueira é o filme, não o obstáculo

Vale explicitar porque é onde o filme se diferencia de qualquer outro drama de superação.

Ele não trata a gagueira como defeito a ser corrigido para que o herói vença. Trata como sintoma. Logue passa o filme inteiro tentando chegar não na fala, mas no que a trava — e o que ele encontra é uma infância de humilhação, um pai autoritário, uma babá que maltratava, um irmão que ridicularizava.

Colin Firth trabalhou com fonoaudiólogos e a construção física é precisa: o bloqueio não é hesitação, é a boca parando com o resto do corpo tensionando junto. Pessoas que gaguejam reconheceram isso como uma das representações mais fiéis já feitas.

E o filme acerta em algo raro: a gagueira nunca some. No discurso final, ela continua lá. Ele só aprende a atravessá-la.

Para quem é — e para quem não é

É para você se você gosta de drama de personagem, de diálogo afiado e de filme onde a tensão vem de conversa. Também funciona bem para assistir em família com adolescentes — é o tipo de filme premiado que não é chato.

Não é para você se você quer épico histórico. A Segunda Guerra é contexto de fundo, não assunto. Quem entra esperando batalha vai encontrar dois homens numa sala com papel de parede descascando.

Também não é se realeza britânica te causa alergia. O filme é gentil com a monarquia e não tem nenhum interesse em criticá-la.

Há uma cena com palavrão em profusão — usada como exercício terapêutico, porque quem gagueja frequentemente não gagueja ao xingar. É engraçada e é fiel ao método real, mas rendeu classificação indicativa mais alta nos Estados Unidos.

O que é verdade e o que foi ajustado

O núcleo é real: Jorge VI gaguejava, Lionel Logue era australiano sem formação médica, os dois trabalharam juntos por décadas e ficaram amigos de fato. Boa parte do diálogo veio dos diários de Logue, que a família localizou durante a produção e cedeu ao roteirista.

O que foi comprimido: o tratamento começou em 1926, bem antes do que o filme sugere, e quando Jorge VI assumiu o trono ele já tinha uma década de trabalho com Logue. O filme concentra tudo perto da coroação para criar urgência.

O que foi suavizado: a posição de Jorge VI e de Churchill diante do apaziguamento a Hitler é bem mais complicada do que o filme deixa entender. Churchill aparece como aliado precoce da causa certa, o que simplifica bastante a história real.

Nada disso invalida o filme, mas quem for usá-lo como história precisa saber que a cronologia foi apertada.

Quanto tempo você tem

Cento e dezoito minutos, sem cena pós-créditos. É dos dramas premiados mais fáceis de encaixar numa noite qualquer.

O ritmo é confortável e a estrutura é clara — não exige atenção sem falha nem conhecimento prévio de história britânica. Dá para assistir cansado sem perder nada, o que não é verdade para a maioria dos filmes desta lista.

Funciona bem em sessão compartilhada, inclusive com quem não costuma ver drama histórico. A dinâmica entre os dois protagonistas é essencialmente cômica em boa parte do filme, e isso segura quem não veio pelo assunto.

Se for ver com adolescente, a cena dos palavrões costuma ser o momento em que a pessoa decide que gosta do filme.

A ressalva honesta

É um filme confortável, e há quem considere isso um defeito. Ele foi acusado, na época, de ser exatamente o tipo de produção desenhada para ganhar Oscar: história de superação, sotaque britânico, doença tratável, final com aplauso. A vitória sobre A Rede Social continua sendo citada como exemplo de escolha conservadora da Academia.

Segundo ponto: Helena Bonham Carter é excelente e recebe pouquíssimo o que fazer. A rainha existe para apoiar e sorrir.

Terceiro, e mais sério: o filme simplifica a política. Ele apresenta a monarquia como instituição essencialmente benigna num momento em que essa avaliação era bem mais disputada, e trata a abdicação de Eduardo VIII sem entrar na simpatia dele pelo nazismo — que é fato documentado e bastante relevante para a história que o filme escolheu contar.

É um ótimo filme sobre duas pessoas. É um filme incompleto sobre um período.

Se você gostou de outro, aqui tem o quê

Quem quer a mesma família em formato longo: The Crown começa com a filha de Jorge VI e a primeira temporada trata da morte dele.

Quem gostou da dupla em atrito terapêutico: Gênio Indomável é o parente mais próximo, com o mesmo motor de dois homens numa sala.

Quem quer mais drama britânico premiado com atuação central: A Dama de Ferro e A Teoria de Tudo ficam no mesmo balcão.

E quem quer o contraponto — a monarquia britânica filmada com desconforto em vez de afeto —: A Rainha, de Stephen Frears, com Helen Mirren, é o filme que faz a pergunta que este evita.

Por que a fotografia é estranha de propósito

Vale reparar, porque foi criticada na época e é uma decisão consciente.

Tom Hooper filma boa parte do filme com lente grande-angular e coloca os personagens fora do centro do quadro, encostados na borda, com muito espaço vazio ao lado. Paredes descascadas ocupam metade da tela.

A intenção é fazer você sentir o desconforto do rei — alguém que nunca está confortável no espaço onde está, sempre deslocado, sempre com peso demais em volta. Nas cenas de terapia, a angular também distorce sutilmente o ambiente, sugerindo a sensação de quem tem dificuldade de estar ali.

Funciona ou irrita, e as duas reações são comuns. Mas não é descuido: é a mesma escolha que Hooper repetiria em Os Miseráveis, onde ela dividiu ainda mais opiniões.

Onde assistir sem pagar duas vezes

No Brasil o filme está incluído em dois canais dentro da Amazon: Filmelier Plus e Lionsgate+. Também aparece nas lojas digitais para aluguel e compra.

Ambos são adicionais dentro do Prime Video, com mensalidade baixa e cancelamento a qualquer momento — não é preciso assinar os dois, qualquer um resolve. Se você já tem Prime, é acréscimo à conta existente.

Como é um título de catálogo com mais de uma década, o preço de aluguel costuma ser baixo, mas ainda assim vale conferir os canais antes: assinar um mês normalmente dá acesso a vários outros filmes premiados do mesmo período, e sai por perto do preço de dois aluguéis.

Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.

Também está em: Vencedores do Oscar de Melhor Filme para ver sem medo de errar.

Onde assistir

▶ Assistir no Filmelier+ ▶ Assistir no Lionsgate+ ▶ Assistir no Mercado Play 🎟 Alugar em Claro tv+ 🎟 Alugar em Google Play

Trailer

Trailer dublado ou legendado em português

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Elenco principal

Colin FirthColin FirthKing George VI
Geoffrey RushGeoffrey RushLionel Logue
Helena Bonham CarterHelena Bonham CarterQueen Elizabeth
Guy PearceGuy PearceKing Edward VIII
Timothy SpallTimothy SpallWinston Churchill
Michael GambonMichael GambonKing George V
Jennifer EhleJennifer EhleMyrtle Logue
Derek JacobiDerek JacobiArchbishop Cosmo Lang
Ramona MarquezRamona MarquezPrincess Margaret
Richard DixonRichard DixonPrivate Secretary
Robert PortalRobert PortalEquerry
Eve BestEve BestWallis Simpson

Perguntas frequentes sobre O Discurso do Rei

Onde assistir O Discurso do Rei no Brasil?

O Discurso do Rei está incluído na assinatura de: Filmelier+, Lionsgate+, Mercado Play. Também dá para alugar ou comprar avulso em: Claro tv+, Google Play. Os links acima levam direto para a busca em cada plataforma.

De que ano é O Discurso do Rei?

O filme O Discurso do Rei é de 2010.

O Discurso do Rei é bom? Qual a nota?

O Discurso do Rei tem nota 7.7/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.

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