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Poster de O Pianista

Onde assistirO Pianista no Brasil?

The Pianist

Filme2002⭐ 8.4

Ficha técnica

GênerosDrama Guerra
DireçãoRoman Polanski
Duração150 min
Nota⭐ 8.4/10 (TMDB)

Um pianista judeu polonês vê Varsóvia mudar gradualmente à medida que a Segunda Guerra Mundial começa. Szpilman é forçado a ir para o Gueto de Varsóvia, mas depois é separado de sua família durante a Operação Reinhard. A partir deste momento até que os prisioneiros dos campos de concentração sejam liberados, Szpilman se esconde em vários locais entre as ruínas de Varsóvia.

Por que assistir

Porque é o Holocausto contado sem redenção, sem herói e sem lição. Władysław Szpilman não salva ninguém, não resiste, não organiza nada. Ele sobrevive — por sorte, por acaso, por gente aleatória que decidiu ajudar. E o filme tem a coragem de dizer que foi só isso.

Roman Polanski passou a infância no gueto de Cracóvia e perdeu a mãe em Auschwitz. Recusou dirigir A Lista de Schindler porque era próximo demais. Vinte anos depois, fez este — que é a versão sem consolo da mesma história.

São 150 minutos, nota 8,37 no TMDB com 10,3 mil votos. Ganhou direção, roteiro adaptado e ator para Adrien Brody, que aos 29 anos se tornou o mais jovem a vencer a categoria.

A diferença entre este e A Lista de Schindler

Vale explicitar, porque as pessoas comparam e as duas escolhas são muito diferentes.

A Lista de Schindler é sobre um alemão que salva mil judeus. Tem arco, tem transformação moral, tem catarse no fim. É um filme sobre o que a bondade consegue fazer.

O Pianista é sobre um homem que se esconde. Ele não tem arco — é a mesma pessoa no começo e no fim, só mais magra. Não há momento em que ele decide algo que muda o rumo das coisas. As pessoas que o ajudam aparecem sem explicação e somem sem despedida.

Polanski disse que queria justamente evitar a estrutura de história. A vida no gueto não tinha três atos, e a sobrevivência dele não teve lógica narrativa.

Isso torna este o filme mais difícil dos dois de assistir, e para muita gente o mais honesto.

Para quem é — e para quem não é

É para você se você quer o registro mais direto possível do assunto, sem intermediação dramática. Também é para quem se interessa por música — a relação de Szpilman com o piano é o único fio de continuidade da vida dele e o filme trata isso com seriedade.

Não é para você se você está fragilizado. O filme mostra execuções sumárias, incluindo a sequência do idoso em cadeira de rodas atirado pela janela, que é baseada em relato real e é exibida sem corte.

Também não é se você precisa de esperança estruturada. O filme oferece muito pouca, e de propósito.

E há uma questão que cada pessoa resolve por conta: Roman Polanski foi condenado nos Estados Unidos por crime sexual contra uma menor de 13 anos em 1977 e é foragido desde então. Quem não separa obra de autor tem motivo sólido para não assistir, e isso não é frescura.

A cena do piano com o oficial alemão

É o momento mais conhecido do filme, e a história por trás dele é real.

Szpilman, escondido num sótão em ruínas, é descoberto por um capitão da Wehrmacht chamado Wilm Hosenfeld. Perguntado sobre o que fazia antes, ele responde que era pianista. O oficial o leva até um piano e manda tocar.

O que acontece depois aconteceu de verdade. Hosenfeld escondeu e alimentou Szpilman até o fim da ocupação, e salvou outras pessoas ao longo da guerra. Foi capturado pelos soviéticos e morreu num campo de prisioneiros em 1952, sem que ninguém soubesse o que ele havia feito.

Szpilman tentou intervir e não conseguiu. Décadas depois, Hosenfeld foi reconhecido como Justo entre as Nações.

A cena funciona no filme porque Polanski a filma sem trilha e sem close emotivo — dois homens numa sala destruída, um deles tocando Chopin com as mãos rígidas de fome.

Quanto tempo você tem

Cento e cinquenta minutos, sem cena pós-créditos.

É filme de sessão única e de noite livre depois. A segunda metade, quando Szpilman já está sozinho, é quase sem diálogo — são longos trechos de um homem procurando comida em prédios vazios. Assistir cansado transforma isso em tédio, quando deveria ser sufocamento.

Não é filme para emendar com outra coisa. E não é filme para ver picado: a passagem do tempo e o emagrecimento progressivo de Brody são construídos ao longo das duas horas e meia, e cortar isso ao meio quebra o efeito.

Adrien Brody perdeu cerca de 14 quilos para o papel e passou meses aprendendo piano. As mãos que aparecem tocando são dele na maior parte das cenas.

A ressalva honesta

Além da questão sobre o diretor, há três pontos.

O primeiro é o ritmo. A segunda metade é deliberadamente monótona e uma parte considerável do público desiste ali. É uma escolha coerente com o assunto, mas é uma escolha que custa espectadores.

O segundo é a passividade do protagonista. Szpilman não faz quase nada durante o filme inteiro. Quem precisa de personagem que age vai achar frustrante — e a resposta do filme é que essa frustração é o ponto.

O terceiro é que o filme evita a fundo a questão da colaboração polonesa. Há a cena da polícia judaica do gueto, mas o antissemitismo polonês independente da ocupação nazista fica quase fora de quadro, o que rendeu crítica na Polônia e fora dela.

Nada disso muda o fato de ser um dos melhores filmes já feitos sobre o assunto. Mas vale entrar com os olhos abertos.

Se você gostou de outro, aqui tem o quê

Quem quer a mesma história com estrutura de resgate: A Lista de Schindler, que também está disponível no Brasil.

Quem aguenta ir mais fundo: O Filho de Saul, húngaro, filma o interior de um campo em plano fechado e desfocado, e é a coisa mais sufocante já feita sobre o tema.

Quem quer o registro documental sem reconstituição: Shoah, de Claude Lanzmann, com nove horas de depoimento e nenhuma imagem de arquivo.

Quem quer a mesma solidão em outro contexto de guerra: Vá e Veja, soviético de 1985, é o filme antiguerra mais devastador já feito.

E para quem quer entender a música: as gravações reais de Szpilman existem e valem a procura depois da sessão.

O que o filme faz com o som

Vale reparar nisso, porque é a decisão técnica mais inteligente da produção.

Praticamente não há trilha sonora original. Quase toda a música que você ouve é diegética — está acontecendo dentro da cena, tocada por alguém, saindo de um rádio. Quando Szpilman está sozinho, o filme é silêncio, tiros distantes e passos.

Isso significa que o filme nunca diz a você o que sentir. Não há violino subindo para sinalizar tragédia, não há coro para marcar heroísmo. Você assiste às coisas acontecerem no som que elas teriam.

O efeito colateral é que as poucas vezes em que a música aparece — o Chopin no sótão, o Nocturne da abertura — carregam um peso desproporcional, porque são as únicas.

É o oposto do que a maioria dos dramas históricos faz, e é por isso que este envelheceu tão bem enquanto muitos contemporâneos dele parecem manipuladores hoje.

Onde assistir sem pagar duas vezes

No Brasil o filme está incluído no Claro tv+. Também aparece nas lojas digitais para aluguel e compra.

Se você é cliente Claro, verifique a fatura antes de gastar: o tv+ vem incluído em vários pacotes de TV e internet, e muita gente paga aluguel de filme que já tem direito a assistir.

Se não é cliente Claro, este é um dos títulos com menos caminhos incluídos da lista — não está em Netflix, Prime, HBO Max nem Disney+ no Brasil no momento desta revisão. Nesse caso o aluguel avulso acaba sendo a opção prática, e vale comparar preço entre as lojas, que varia bastante para catálogo antigo.

Vale reconferir de tempos em tempos: títulos premiados de catálogo circulam entre serviços com frequência.

Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.

Onde assistir

Trailer

Trailer dublado ou legendado em português

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Elenco principal

Adrien BrodyAdrien BrodyWładysław 'Władek' Szpilman
Thomas KretschmannThomas KretschmannCaptain Wilm Hosenfeld
Frank FinlayFrank FinlayFather
Maureen LipmanMaureen LipmanMother
Emilia FoxEmilia FoxDorota
Ed StoppardEd StoppardHenryk Szpilman
Julia RaynerJulia RaynerRegina Szpilman
Jessica Kate MeyerJessica Kate MeyerHalina Szpilman
Michał ŻebrowskiMichał ŻebrowskiJurek
Wanja MuesWanja MuesSS Slapping Father
Richard RidingsRichard RidingsMr. Lipa
Nomi SharronNomi SharronFeather Woman

Perguntas frequentes sobre O Pianista

Onde assistir O Pianista no Brasil?

O Pianista está disponível para assistir em: Claro tv+. Os links acima levam direto para a busca na plataforma.

De que ano é O Pianista?

O filme O Pianista é de 2002.

O Pianista é bom? Qual a nota?

O Pianista tem nota 8.4/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.

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Apocalypse Now★ 8.3 · 1979Nada de Novo no Front★ 7.7 · 2022O Resgate do Soldado Ryan★ 8.2 · 1998A Lista de Schindler★ 8.6 · 1993Até o Último Homem★ 8.2 · 2016Dunkirk★ 7.5 · 2017

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