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Poster de A Lista de Schindler

Onde assistirA Lista de Schindler no Brasil?

Schindler's List

Filme1993⭐ 8.6

Ficha técnica

GênerosDrama História Guerra
DireçãoSteven Spielberg
Duração195 min
Nota⭐ 8.6/10 (TMDB)

O alemão Oskar Schindler viu na mão de obra judia uma solução barata e viável para lucrar com negócios durante a guerra. Com sua forte influência dentro do partido nazista, foi fácil conseguir as autorizações e abrir uma fábrica. O que poderia parecer uma atitude de um homem não muito bondoso, transformou-se em um dos maiores casos de amor à vida da História, pois este alemão abdicou de toda sua fortuna para salvar a vida de mais de mil judeus em plena luta contra o extermínio alemão.

Por que assistir

Porque é o filme que Spielberg fez enquanto achava que não tinha direito de fazê-lo. Ele carregou o projeto por dez anos, tentou passar para Scorsese, para Polanski, para Billy Wilder — e todos devolveram. Filmou de dia Jurassic Park e à noite este, do outro lado do mundo, sem receber salário porque disse que seria dinheiro de sangue.

O resultado tem 195 minutos, quase todo em preto e branco, e é a coisa menos spielberguiana da carreira dele: sem trilha manipulando a emoção, sem herói limpo, sem catarse fácil. Nota 8,57 no TMDB com mais de 17 mil votos — está entre os filmes mais bem avaliados já registrados na base.

O que torna o Schindler diferente de outro protagonista

Oskar Schindler não é uma boa pessoa quando o filme começa, e o filme nunca explica direito quando ele vira. Essa é a escolha mais corajosa do roteiro.

Ele entra em cena como oportunista: membro do partido nazista, mulherengo, empresário medíocre que enxergou mão de obra judia como custo baixo. Compra a fábrica, suborna quem precisa, lucra. Liam Neeson faz isso com um charme que incomoda de propósito — você gosta dele antes de ter motivo para gostar.

A transformação acontece em silêncio, em olhares, em decisões que ele mesmo não verbaliza. Não há cena de epifania. Quando você percebe, ele já está gastando a própria fortuna comprando nomes. É psicologicamente mais verdadeiro do que qualquer discurso de conversão, e é por isso que o filme não envelheceu.

Para quem é — e para quem não é

É para você se você nunca viu e sente que deveria. É um daqueles casos raros em que a reputação corresponde ao filme. Também é para quem tem adolescente em casa estudando Segunda Guerra: é provavelmente a porta de entrada mais eficaz que existe para o assunto, com a ressalva de idade abaixo.

Não é para você se você está num momento frágil. O filme não poupa. Há execuções em close, há crianças, há a sequência do gueto de Cracóvia que é das coisas mais difíceis já filmadas por um estúdio grande. Isso não é gratuito, mas é real e não avisa antes.

Também não é para criança. A classificação é 16 anos e ela faz sentido: além da violência, há nudez em contexto de humilhação nos campos.

Ralph Fiennes faz o vilão mais assustador do cinema

Amon Göth, o comandante do campo de Płaszów, é assustador por um motivo que a maioria dos filmes de nazista erra: ele não é frio nem calculista. Ele é entediado.

Fiennes joga o personagem como alguém sem plano, sem ideologia articulada, com ressaca. Atira em prisioneiros da varanda porque está de mau humor. Quase poupa alguém porque gostou da ideia de ser magnânimo, e desiste no meio. A cena em que ele ensaia perdoar é mais perturbadora que qualquer execução, porque mostra que a vida das pessoas dependia do humor de um homem medíocre.

Era o primeiro papel grande de Fiennes no cinema. Sobreviventes reais que visitaram o set relataram reação física ao vê-lo de uniforme.

Quanto tempo você tem

Três horas e quinze minutos. É longo, mas não é lento — a estrutura é episódica e cada bloco tem sua própria tensão, o que faz o tempo passar diferente de um drama arrastado.

Recomendação: assista de uma vez só, e reserve algum tempo depois. Não é filme para emendar com outra coisa nem para ver antes de dormir. Muita gente relata precisar de uma noite para assentar.

Se for dividir em dois dias — o que não é ideal, mas é melhor que não ver —, o corte natural é depois da liquidação do gueto, mais ou menos na hora e meia. É onde o filme muda de registro.

A ressalva honesta

Há uma crítica séria e recorrente ao filme, e vale conhecê-la: ele conta o Holocausto pela perspectiva de um alemão que salva judeus, o que faz do genocídio o pano de fundo de uma história de redenção de um gentio. Claude Lanzmann, diretor de Shoah, foi o crítico mais duro nesse ponto, e Stanley Kubrick teria dito que o filme é sobre sucesso, não sobre o Holocausto — seis mil sobreviveram, seis milhões não.

É uma objeção legítima e não invalida o filme, mas ajuda a assistir com os olhos abertos.

Segundo ponto, menor: a cena final do discurso de Schindler, chorando por não ter salvado mais gente, é a única em que Spielberg cede ao sentimentalismo que evitou por três horas. Muita gente considera o momento mais fraco — e outra parte considera o mais necessário.

O detalhe da menina de vermelho

É o único uso de cor no corpo do filme, e a leitura mais comum dele está incompleta.

A explicação simples é que a menina representa a inocência em meio ao horror. A explicação que Spielberg deu é mais dura: era sobre os Aliados. O casaco vermelho é visível a quilômetros — ninguém poderia dizer que não estava vendo. O mundo sabia, com clareza de sinal vermelho, e não fez nada.

Por isso a segunda aparição da menina importa mais que a primeira. É o momento em que Schindler para de conseguir não ver, e é a articulação mais econômica da virada dele em todo o filme — sem uma linha de diálogo.

Se você gostou de outro, aqui tem o quê

Quem quer a história contada de dentro, sem intermediário alemão, deve procurar O Pianista, de Polanski, que é sobrevivência pura e sem redenção. Ele também está disponível no Brasil.

Quem aguenta ir mais fundo: O Filho de Saul filma o campo em plano fechado e desfocado, e é a coisa mais próxima de uma experiência sensorial do inominável.

Quem prefere o registro documental: Shoah, de Lanzmann, tem nove horas e nenhuma imagem de arquivo — só testemunho.

E quem procura o contraponto: A Vida é Bela trata o mesmo horror pela comédia, e divide opiniões exatamente por isso.

Onde assistir sem pagar duas vezes

No Brasil o filme está incluído no canal Telecine dentro da Amazon (Telecine Amazon Channel). Também aparece em lojas digitais para aluguel e compra.

O caminho mais barato é quase sempre o canal: o Telecine via Prime Video tem mensalidade baixa, cancelamento a qualquer momento, e sai abaixo do preço de compra do filme avulso. Se você tem Prime por causa do frete, o canal é um acréscimo ao que já existe, sem nova conta.

Confira antes de alugar. Clássico de catálogo costuma estar em alguma assinatura que a pessoa já tem, e este é um caso típico — muita gente compra a versão digital sem checar o Telecine primeiro.

Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.

Onde assistir

Trailer

Trailer original

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Elenco principal

Liam NeesonLiam NeesonOskar Schindler
Ben KingsleyBen KingsleyItzhak Stern
Ralph FiennesRalph FiennesAmon Goeth
Caroline GoodallCaroline GoodallEmilie Schindler
Jonathan SagallJonathan SagallPoldek Pfefferberg
Embeth DavidtzEmbeth DavidtzHelen Hirsch
Malgorzata GebelMalgorzata GebelViktoria Klonowska
שמוליק לוישמוליק לויWilek Chilowicz
Mark IvanirMark IvanirMarcel Goldberg
Béatrice MacolaBéatrice MacolaIngrid
Andrzej SewerynAndrzej SewerynJulian Scherner
Friedrich von ThunFriedrich von ThunRolf Czurda

Perguntas frequentes sobre A Lista de Schindler

Onde assistir A Lista de Schindler no Brasil?

A Lista de Schindler está incluído na assinatura de: Telecine. Também dá para alugar ou comprar avulso em: Claro tv+, Apple TV, Prime Video, Google Play. Os links acima levam direto para a busca em cada plataforma.

De que ano é A Lista de Schindler?

O filme A Lista de Schindler é de 1993.

A Lista de Schindler é bom? Qual a nota?

A Lista de Schindler tem nota 8.6/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.

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