Onde assistirAté o Último Homem no Brasil?
Hacksaw Ridge
Ficha técnica
Desmond T. Doss, foi o médico do Exército Americano da Segunda Guerra Mundial, que serviu durante a Batalha de Okinawa, se recusando a matar pessoas, tornando-se o primeiro homem da história americana a receber a Medalha de Honra sem disparar um tiro.
Por que assistir
Porque é um filme de guerra sobre um homem que se recusou a tocar numa arma — e que salvou setenta e cinco pessoas por isso.
Desmond Doss era adventista do sétimo dia e se alistou como médico de combate na Segunda Guerra. Recusou-se a portar arma por convicção religiosa, foi perseguido e agredido pelos próprios colegas, quase foi expulso em corte marcial, e acabou em Okinawa — uma das batalhas mais brutais do Pacífico. Depois que sua unidade recuou de um penhasco, ele passou a noite sozinho lá em cima, descendo feridos um a um por uma corda.
São 140 minutos, nota 8,19 no TMDB com 15 mil votos. Andrew Garfield foi indicado ao Oscar, e o filme ganhou montagem e som.
O filme é dividido em dois de forma quase brusca
Vale saber, porque a primeira metade decepciona quem veio pela guerra e a segunda choca quem veio pelo drama.
A primeira hora é drama americano tradicional: infância na Virgínia, romance com uma enfermeira, pai veterano alcoolizado, alistamento, treinamento e a corte marcial. É filmado com sentimentalismo bem convencional, com trilha sublinhando cada emoção.
A segunda hora é uma das sequências de combate mais violentas já filmadas. Mel Gibson não poupa nada — corpos partidos, gente queimando, ratos comendo cadáveres. Não há estilização heroica; é abatedouro.
O contraste é intencional e funciona: a doçura da primeira parte existe para tornar a segunda insuportável. Mas causa uma sensação real de estar assistindo a dois filmes diferentes.
Para quem é — e para quem não é
É para você se você aguenta filme de guerra pesado e se interessa por história real de convicção. O caso de Doss é extraordinário e o filme, apesar dos defeitos, o conta bem.
Não é para você se você tem qualquer limite com violência gráfica. Este é, com folga, o filme mais violento desta lista inteira. As cenas de Okinawa incluem mutilação em detalhe, e não há corte piedoso.
Também não é se sentimentalismo religioso te incomoda. O filme trata a fé de Doss com reverência e a apresenta como fonte literal da força dele.
E há a questão do diretor. Mel Gibson tem histórico público de declarações antissemitas e de violência doméstica registrada, e este filme marcou o retorno dele a Hollywood depois desse período. Quem não separa obra de autor tem motivo sólido para passar, e é uma decisão legítima.
O que é verdade na história
Mais do que parece, e o filme na verdade reduziu alguns feitos por medo de não serem críveis.
É verdade que Doss se recusou a portar arma, que foi agredido pelos colegas no treinamento, que enfrentou corte marcial e que o pai dele interveio junto a um superior para que ele pudesse servir como médico.
É verdade que ele desceu feridos sozinho do penhasco de Maeda. O número oficial ficou em setenta e cinco porque Doss dizia que eram cerca de cinquenta e o Exército estimava cem — ficaram no meio-termo.
O que o filme cortou: Doss também sobreviveu a uma granada que estourou perto dele, teve o braço quebrado por um tiro de sniper enquanto era carregado numa maca, e cedeu a maca a outro ferido, rastejando o resto do caminho. A produção achou que ninguém acreditaria e simplificou.
Ele morreu em 2006. Existe um documentário com entrevistas reais, feito antes disso.
Quanto tempo você tem
Cento e quarenta minutos, sem cena pós-créditos — mas com imagens de arquivo dos veteranos reais no fim, incluindo o próprio Doss. Vale ficar.
É sessão única e de noite livre. A segunda metade é exaustiva e não funciona picada — a tensão é construída ao longo de mais de uma hora contínua.
Não assista antes de dormir se você é sensível a imagem violenta. É um dos filmes desta lista com maior relato de ficar na cabeça.
E não é filme para sessão em família. A classificação é 16 anos e ela é conservadora — na prática, a violência é de nível adulto.
A ressalva honesta
A primeira metade é fraca. Os personagens secundários do pelotão são tipos de manual — o valentão, o engraçado, o bonito, o italiano — e existem para dar rosto a mortes futuras. O romance é convencional. O pai veterano é escrito com brocha grossa, apesar de Hugo Weaving estar bom.
Segundo ponto: o filme retrata os soldados japoneses quase sem individualidade. Eles são massa ameaçadora, e a única cena que humaniza um deles é breve. Para um filme sobre recusa a matar, é uma omissão notável.
Terceiro: há uma tensão não resolvida entre a mensagem pacifista e o prazer visual com que a violência é filmada. Gibson faz cenas de combate impressionantes, e o filme se delicia com elas de um jeito que tensiona a tese.
Quarto: o desfecho beira a hagiografia, com Doss sendo erguido em maca contra o céu. É o momento mais literal do filme.
Se você gostou de outro, aqui tem o quê
Quem quer a mesma brutalidade de combate: O Resgate do Soldado Ryan é a referência que este filme claramente persegue, e Dunkirk é a versão sem sangue e sem herói.
Quem quer guerra no Pacífico com mais complexidade: Além da Linha Vermelha, de Terrence Malick, e Cartas de Iwo Jima, que conta o lado japonês.
Quem se interessa por objeção de consciência: Sementes de Violência e o documentário The Conscientious Objector, com o Doss real.
E quem quer o oposto — guerra filmada como absurdo em vez de tragédia heroica: Nascido para Matar e Vá e Veja.
Andrew Garfield e o ano dele
Vale uma nota porque é um caso curioso de carreira.
Em 2016, Garfield fez dois filmes sobre fé em condições extremas: este e Silêncio, de Scorsese, sobre padres jesuítas torturados no Japão do século XVII.
Ele preparou os dois praticamente ao mesmo tempo, incluindo retiro espiritual e exercícios inacianos para o filme do Scorsese, e emagreceu muito para ambos.
O contraste entre os dois papéis é a melhor demonstração do que ele consegue fazer: aqui é um homem cuja fé nunca vacila e que por isso consegue o impossível; lá é um homem cuja fé desmorona e que por isso sobrevive.
Foi indicado ao Oscar por este e ignorado pelo outro, o que boa parte da crítica considera injusto. Se você gostou dele aqui, Silêncio é o próximo passo — mais difícil, mais lento e melhor.
Onde assistir sem pagar duas vezes
No Brasil o filme está incluído no canal Diamond Films dentro da Amazon (Diamond Films Amazon Channel). Também aparece nas lojas digitais para aluguel e compra.
O canal é um adicional dentro do Prime Video, com mensalidade baixa e cancelamento a qualquer momento. Se você já tem Prime por causa do frete, é acréscimo à conta existente, sem novo cadastro.
O catálogo do Diamond Films no Brasil concentra bastante drama premiado e terror recente, então vale olhar o que mais tem antes de decidir entre assinar um mês e alugar avulso.
Atenção ao título: no Brasil ele se chama Até o Último Homem, mas o original é Hacksaw Ridge, e alguns catálogos listam pelo nome em inglês ou pelo nome do penhasco.
Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.
Onde assistir
Trailer
Trailer original
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Elenco principal
Andrew GarfieldDesmond T. Doss
Sam WorthingtonCaptain Glover
Vince VaughnSgt Howell
Teresa PalmerDorothy Schuttle
Luke BraceySmitty Ryker
Hugo WeavingTom Doss
Rachel GriffithsBertha Doss
Ryan CorrLieutenant Manville
Richard RoxburghColonel Stelzer
Goran D. KleutAndy 'Ghoul' Walker
Luke PeglerMilt 'Hollywood' Zane
Firass DiraniVito RinnelliPerguntas frequentes sobre Até o Último Homem
Onde assistir Até o Último Homem no Brasil?
Até o Último Homem está incluído na assinatura de: Diamond Films. Também dá para alugar ou comprar avulso em: Claro tv+, Apple TV, Prime Video, Google Play. Os links acima levam direto para a busca em cada plataforma.
De que ano é Até o Último Homem?
O filme Até o Último Homem é de 2016.
Até o Último Homem é bom? Qual a nota?
Até o Último Homem tem nota 8.2/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.
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