Onde assistirThe Tudors no Brasil?
Henrique VIII faz alianças importantes e desafia instituições para satisfazer seus interesses. Paixão, ambição e traição conduzem a vida do monarca na Inglaterra do século XVIII.
Por que assistir
Porque foi a série que provou que drama histórico podia ser vendido como novela de escândalo — e abriu caminho para Game of Thrones, Vikings e Borgia. Estreou em 2007, antes de qualquer um deles.
O assunto é Henrique VIII: as seis esposas, a ruptura com Roma, a criação da Igreja Anglicana porque um rei queria se divorciar. A série trata isso como intriga de corte, com sexo, traição e execução, sem nenhuma vergonha de ser popular.
São 4 temporadas, 38 episódios, criada por Michael Hirst. Nota 7,8 no TMDB — mas com apenas 840 votos, o que indica que ela é pouco vista no Brasil apesar do peso que teve no gênero.
O que a série inventa e o que não inventa
Isto importa porque muita gente usa a série como aula de história, e ela não é.
O que é real: as seis esposas, a ordem em que aparecem, os destinos de cada uma, a ruptura com o papado, a dissolução dos mosteiros, a execução de Thomas More, a queda de Thomas Cromwell.
O que foi alterado: a série funde as duas irmãs de Henrique numa personagem só. Comprime décadas. E, o mais visível, mantém Jonathan Rhys Meyers jovem e magro durante quarenta anos de reinado — quando o Henrique VIII histórico terminou a vida com obesidade mórbida, uma ferida crônica na perna e mobilidade reduzida.
Michael Hirst assumiu isso abertamente: disse que estava fazendo entretenimento, não documentário, e que preferiu manter o galã. É uma escolha comercial legítima e é o principal motivo pelo qual historiadores torcem o nariz.
Para quem é — e para quem não é
É para você se você gosta de drama de corte, intriga palaciana e figurino caro. Também é boa porta de entrada para o período — mesmo com as liberdades, a série acerta o esqueleto dos acontecimentos e desperta curiosidade real pelo assunto.
Não é para você se você quer rigor histórico. Vai ranger os dentes o tempo todo.
Também não é se sexo e violência explícitos te incomodam. A série foi produzida para TV paga com liberdade total: há nudez frequente, cenas de sexo em praticamente todo episódio, tortura, e execuções mostradas em detalhe — incluindo decapitações que são das mais gráficas já exibidas em série de época.
E há um aviso específico: a quarta temporada tem uma sequência de execução por fogo que é sustentada e muito difícil de assistir.
As temporadas não são iguais
Vale saber a curva antes de começar, porque ela é acentuada.
A primeira e a segunda são o pico. Todo o arco de Ana Bolena está aqui — a ascensão, a ruptura com Roma, a queda. Natalie Dormer, que interpreta Ana, brigou com a produção para que a personagem fosse escrita como politicamente inteligente e não apenas como sedutora, e ganhou. O resultado é a melhor coisa da série.
A terceira é a mais fraca. Passa por três esposas rapidamente e perde o eixo depois da saída de Dormer.
A quarta se recupera. Ela finalmente encara o envelhecimento do rei, a paranoia e a decadência, e tem o melhor final que a série poderia ter — melancólico, sem triunfo.
Se você travar na terceira, atravesse: são poucos episódios e a quarta compensa.
Quanto tempo leva
Trinta e oito episódios de cerca de 50 minutos, o que dá aproximadamente 32 horas para as quatro temporadas.
É maratona de peso médio: cerca de um mês em ritmo de dois episódios por noite. A série é serializada e tem cliffhanger, então funciona melhor em sequência do que espaçada.
Está completa e encerrada desde 2010, sem continuação, sem reboot pendente. Você começa sabendo que termina — e o final é real, não interrompido.
Não há dever de casa: a série não pede conhecimento prévio de história inglesa e explica o que precisa conforme avança. Quem quiser contexto extra pode ler sobre a Reforma Inglesa depois, não antes.
A ressalva honesta
A série é gratuita no uso de sexo. Boa parte das cenas não serve à trama nem aos personagens — está lá porque a TV paga da época vendia isso. Em várias sequências a interrupção é quase cômica.
Segundo ponto: o tratamento das personagens femininas é desigual. Ana Bolena é bem escrita porque a atriz brigou por isso. As outras esposas variam entre bem servidas e reduzidas a função. Catarina de Aragão, interpretada por Maria Doyle Kennedy, é excelente; algumas das últimas quase não existem.
Terceiro: Jonathan Rhys Meyers é bom mas monocórdio. Ele faz Henrique num registro único de fúria contida por quatro temporadas, e a ausência de variação cansa em 32 horas.
Quarto: a produção é visivelmente mais barata que as sucessoras. Quem chega vindo de The Crown ou Game of Thrones vai achar os cenários pequenos e as batalhas escassas.
Se você gostou de outra coisa, aqui tem o quê
Quem quer o mesmo período com rigor histórico e contenção: Wolf Hall, da BBC, conta a mesma história pelos olhos de Thomas Cromwell e é infinitamente mais precisa — e mais lenta.
Quem quer mais Michael Hirst no mesmo registro: Vikings é dele e usa exatamente a mesma fórmula com outra época.
Quem gostou da intriga de corte: Borgia e Os Bórgias tratam do Vaticano no mesmo século, e Reign é a versão adolescente da fórmula.
Quem quer o que veio depois na mesma família real: Elizabeth, com Cate Blanchett — que, aliás, também foi escrito por Michael Hirst — segue com a filha de Ana Bolena.
E quem quer o oposto: A Favorita, de Yorgos Lanthimos, filma corte inglesa com humor cruel e nenhuma reverência.
Por onde começar e o que esperar
Comece pelo episódio 1 da primeira temporada. Não há material anterior nem ordem alternativa.
O que observar nos primeiros episódios para decidir se fica: a série estabelece cedo o registro que vai manter por 32 horas — corte luxuosa, política tratada como fofoca de alcova, e violência súbita depois de cenas de festa. Se o tom te agrada nos dois primeiros episódios, vai agradar até o fim.
Um conselho prático: a série tem muitos personagens com nomes parecidos e vários Thomas. Thomas Wolsey, Thomas More, Thomas Cromwell e Thomas Cranmer são pessoas diferentes e todos importam. Vale prestar atenção nos sobrenomes desde o começo, porque a série não facilita.
E se você conhece a história e sabe o que acontece com cada esposa, isso não estraga nada. A série aposta na expectativa, não na surpresa — você sabe que Ana vai cair, e a tensão está em assistir a queda ser construída.
Onde assistir sem pagar duas vezes
No Brasil a série está incluída em três lugares: Amazon Prime Video, Mercado Play e o canal Sony One dentro da Amazon.
Se você tem Prime, já tem a série sem custo adicional — não precisa do canal Sony One para isso. E se não tem nenhuma assinatura, o Mercado Play é gratuito com anúncios e resolve.
Três caminhos incluídos significa que não há motivo nenhum para alugar ou comprar esta série no Brasil. Vale conferir na sua conta antes de gastar.
Sobre idioma: a série tem dublagem em português na maior parte dos serviços. Como o elenco é majoritariamente britânico e irlandês e boa parte do prazer está na entrega dos diálogos de corte, vale tentar legendado se você aguenta.
Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.
Também está em: Séries de época que parecem cinema em cada cena.
Onde assistir
Trailer
Trailer dublado ou legendado em português
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Elenco principal
Jonathan Rhys MeyersHenry VIII of England
Henry CavillCharles Brandon
Sarah BolgerMary Tudor
HBO Max BrownEdward Seymour
David O'HaraHenry Howard
Lothaire BluteauAmbassador Charles de Marillac
Tamzin MerchantCatherine Howard
Torrance CoombsThomas Culpepper
Anthony BrophyAmbassador Eustace Chapuys
Laoise MurrayPrincess Elizabeth Tudor
Eoin MurtaghPrince Edward Tudor
Andrew McNairSir Thomas Seymour📺 Temporadas & Episódios
Temporada 110 ep. ▼
Temporada 210 ep. ▼
Temporada 38 ep. ▼
Temporada 410 ep. ▼
Perguntas frequentes sobre The Tudors
Onde assistir The Tudors no Brasil?
The Tudors está disponível para assistir em: Sony One, Mercado Play. Os links acima levam direto para a busca na plataforma.
Quantas temporadas tem The Tudors?
The Tudors tem 4 temporadas e 38 episódios no total. A lista completa por temporada está acima nesta página.
De que ano é The Tudors?
A série The Tudors é de 2007.
The Tudors é bom? Qual a nota?
The Tudors tem nota 7.8/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.
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