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Poster de Trapaça

Onde assistirTrapaça no Brasil?

American Hustle

Filme2013⭐ 6.9

Ficha técnica

GênerosDrama Crime
DireçãoDavid O. Russell
Duração138 min
Nota⭐ 6.9/10 (TMDB)

Irving Rosenfeld é um grande trapaceiro, que trabalha junto da sócia e amante Sydney Prosser. Os dois são forçados a colaborar com Richie DiMaso, um agente do FBI que infiltra Rosenfeld no mundo da máfia. Ao mesmo tempo, o trio também se envolve na política do país, através do candidato Carmine Polito. Os planos parecem dar certo, até a esposa de Irving, Rosalyn, aparecer e mudar as regras do jogo.

Por que assistir

Pelo elenco, e não é resposta preguiçosa. Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jeremy Renner e Jennifer Lawrence receberam indicação ao Oscar — os cinco, no mesmo filme. Foi a primeira vez em mais de trinta anos que uma produção conseguiu indicação nas quatro categorias de atuação.

David O. Russell dirige isso deixando os atores improvisarem em cima do roteiro, e o resultado é caótico de propósito. As cenas são longas, as pessoas se interrompem, a câmera corre atrás de quem está falando. Não é filme de trama limpa — é filme de gente desesperada numa sala.

São 138 minutos, nota 6,9 no TMDB com 7,8 mil votos. Baseado numa operação real do FBI que derrubou congressistas americanos no fim dos anos 1970.

A primeira cena diz tudo

O filme abre com Christian Bale montando o penteado. Cola, cabelo postiço, um trabalho meticuloso de vários minutos para produzir algo que ninguém acredita.

É a tese inteira em três minutos: todo mundo neste filme está construindo uma versão falsa de si mesmo e torcendo para colar. O agente do FBI com os cachos, a golpista com o sotaque britânico inventado, o prefeito com o discurso de renovação — todos performando.

E a frase que abre o filme é o aviso: algumas partes disto realmente aconteceram. Não "baseado em fatos reais". Algumas partes.

Bale ganhou uns 20 quilos para o papel e machucou a coluna de tanto encolher os ombros para parecer mais baixo. Amy Adams disse que a experiência de filmar foi das mais difíceis da carreira. É um filme sobre desconforto, feito com bastante desconforto real.

Para quem é — e para quem não é

É para você se você gosta de filme de atuação, de época reconstruída com exagero e de trama de golpe. Também é bom para quem curte os anos 1970 como estética — o figurino, o cabelo e a trilha são o centro da experiência.

Não é para você se você quer trama limpa. A história é confusa de propósito e há momentos em que é difícil saber quem está enganando quem, o que às vezes é intencional e às vezes parece falha.

Também não é se você prefere direção contida. Russell filma tudo com câmera em movimento, zoom brusco e cenas que se estendem além do necessário porque um ator está indo bem. Quem gosta de enquadramento estável vai passar mal.

E não é se você espera o rigor de um filme de investigação. Isto é comédia de costumes disfarçada de thriller de corrupção.

Jennifer Lawrence rouba o filme em vinte minutos

Ela tem pouco tempo em cena e leva tudo.

Rosalyn é a esposa do personagem de Bale: instável, ciumenta, sem nenhum filtro, e mais esperta do que todos ao redor supõem. A cena em que ela explica por que gosta do cheiro de um esmalte de unha — descrevendo como algo que é podre e perfumado ao mesmo tempo — é a melhor metáfora do filme e ela improvisou boa parte.

Lawrence tinha 23 anos interpretando uma personagem escrita para alguém bem mais velho, e isso gerou crítica na época. A resposta dela e de Russell foi manter e assumir a estranheza.

Ganhou o Globo de Ouro e perdeu o Oscar. A cena da cozinha, com o forno de micro-ondas, virou o momento mais reproduzido do filme — e é a melhor demonstração do método de Russell, que é dar aos atores uma situação e deixar a coisa desandar.

Quanto tempo você tem

Cento e trinta e oito minutos, sem cena pós-créditos.

É longo para o que entrega em trama, e a percepção de duração depende muito de quanto você está gostando das atuações. Quem entra pelo elenco passa rápido; quem entra pela história de golpe acha arrastado no segundo ato.

Funciona razoavelmente picado — a estrutura é episódica o suficiente para permitir pausa. Mas as cenas longas de improviso perdem força se interrompidas no meio.

Boa escolha para sessão em grupo com gente que gosta de cinema, porque rende conversa sobre atuação. Má escolha para quem quer relaxar sem pensar.

A ressalva honesta

A crítica mais consistente é que o filme é estilo sem substância — dois e pouco de gente brilhante atuando em cima de uma trama que não sustenta o peso. A comparação com Scorsese aparece sempre, e sempre desfavorável: Os Bons Companheiros tem a mesma energia e sabe para onde está indo.

Segundo ponto: o filme trata a operação Abscam com leveza moral. A questão de o FBI ter fabricado situações para induzir congressistas a aceitar propina — que é uma discussão jurídica séria — vira pano de fundo de uma comédia sobre casamento.

Terceiro: a nota 6,9 é menor do que a colheita de prêmios sugere, e isso reflete uma divisão real. O filme foi amado pela crítica e pela Academia e recebido com morno pelo público, que esperava um thriller e recebeu um desfile de atuações.

Quarto: relatos sobre o ambiente de trabalho nos sets de David O. Russell são um assunto público desconfortável e vale saber que existem.

Se você gostou de outro, aqui tem o quê

Quem quer a versão de Scorsese da mesma energia: Os Bons Companheiros e O Lobo de Wall Street — este último saiu no mesmo ano e trata do mesmo tipo de golpista com muito mais fôlego.

Quem quer mais David O. Russell com o mesmo elenco: O Lado Bom da Vida e O Vencedor formam a trilogia informal dele com Bale, Cooper e Lawrence se revezando.

Quem gostou da trama de golpe com FBI infiltrado: Donnie Brasco e Prenda-me Se For Capaz vão pelo mesmo caminho com estruturas mais claras.

E quem quer a história real: existem documentários e livros sobre a operação Abscam que mostram como o caso foi bem mais problemático do que o filme deixa entender.

O ano em que este filme existiu

Vale contexto, porque explica boa parte da reação a ele.

2013 foi um ano absurdo de cinema americano. Trapaça concorreu ao Oscar contra 12 Anos de Escravidão, Gravidade, O Lobo de Wall Street, Ela e Clube de Compras Dallas.

Teve dez indicações e não ganhou nenhuma. É o filme com mais indicações sem vitória de toda a década.

Isso cristalizou uma reputação injusta: a de filme que a Academia adorava e o público não. Na prática, é um filme bom que teve o azar de estar numa temporada excepcional e de ser vendido como algo que não era.

Assistido hoje, fora daquela competição e sem a expectativa de obra-prima, ele funciona muito melhor — como comédia de personagens desesperados nos anos 1970, que é o que sempre foi.

Onde assistir sem pagar duas vezes

No Brasil o filme está incluído no canal Sony One dentro da Amazon (Sony One Amazon Channel). Também aparece nas lojas digitais para aluguel e compra.

O canal é um adicional dentro do Prime Video, com mensalidade baixa e cancelamento a qualquer momento. Para quem já tem Prime por causa do frete, é acréscimo à conta existente.

O catálogo do Sony One cobre bastante cinema americano dos anos 2000 e 2010, então vale olhar o que mais tem antes de decidir entre assinar um mês e alugar avulso — normalmente dois aluguéis já pagam a assinatura.

Atenção ao título na busca: no Brasil o filme se chama Trapaça, mas o original é American Hustle, e alguns catálogos listam pelo nome em inglês.

Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.

Também está em: Filmes de assalto cheios de tensão, Séries e filmes sobre golpes e vigaristas.

Onde assistir

Trailer

Trailer original

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Elenco principal

Christian BaleChristian BaleIrving Rosenfeld
Bradley CooperBradley CooperRichie DiMaso
Amy AdamsAmy AdamsSydney Prosser
Jeremy RennerJeremy RennerMayor Carmine Polito
Jennifer LawrenceJennifer LawrenceRosalyn Rosenfeld
Louis C.K.Louis C.K.Stoddard Thorsen
Jack HustonJack HustonPete Musane
Michael PeñaMichael PeñaPaco Hernandez / Sheik Abdullah
Shea WhighamShea WhighamCarl Elway
Alessandro NivolaAlessandro NivolaAnthony Amado
Elisabeth RöhmElisabeth RöhmDolly Polito
Paul HermanPaul HermanAlfonse Simone

Perguntas frequentes sobre Trapaça

Onde assistir Trapaça no Brasil?

Trapaça está incluído na assinatura de: Sony One. Também dá para alugar ou comprar avulso em: Claro tv+, Apple TV, Prime Video. Os links acima levam direto para a busca em cada plataforma.

De que ano é Trapaça?

O filme Trapaça é de 2013.

Trapaça é bom? Qual a nota?

Trapaça tem nota 6.9/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.

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Um Sonho de Liberdade★ 8.7 · 1994O Poderoso Chefão★ 8.7 · 1972O Poderoso Chefão: Parte II★ 8.6 · 1974Os Bons Companheiros★ 8.5 · 1990Era Uma Vez na América★ 8.4 · 1984Cidade de Deus★ 8.4 · 2002

Escolher o filme não devia
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