Onde assistirHerege no Brasil?
Heretic
Enquanto espalham sua fé pela cidade, as irmãs Barnes e Paxton batem na porta errada e acabam presas na casa do diabólico Sr. Reed, um homem misterioso. Elas são forçadas a participar de um jogo perturbador que desafia sua fé e põe em xeque tudo o que acreditam.
Por que assistir
Por Hugh Grant. É a coisa mais assustadora que ele já fez e funciona justamente porque ele não muda nada — usa exatamente o mesmo charme gaguejante de Quatro Casamentos e um Funeral, a mesma autodepreciação simpática, o mesmo timing de comédia romântica. Só que aplicado a um homem que trancou duas missionárias mórmons na casa dele para debater teologia.
O filme quase não tem violência. É uma conversa de duas horas numa sala, e a tensão vem inteira do fato de que o argumento dele é bom. São 110 minutos, escrito e dirigido por Scott Beck e Bryan Woods — os mesmos de Um Lugar Silencioso —, com nota 7,0 e 2,7 mil votos no TMDB.
O que o filme realmente é
É terror de argumentação, não de susto. A premissa: as irmãs Barnes e Paxton batem na porta do Sr. Reed esperando conversar sobre fé por vinte minutos. Ele as convida a entrar. E então começa a desmontar a crença delas com erudição, paciência e uma coleção de objetos preparada de antemão.
A estrutura é de peça de teatro. Três atores, uma casa, quase nenhum corte para fora. O que escala não é o perigo físico — é a percepção de que ele pensou nisso antes, de que cada objeto na sala tem função, e de que sair não é uma opção que dependa de correr.
Sophie Thatcher e Chloe East, nas duas missionárias, é que seguram o filme de pé. Elas não são vítimas burras: argumentam de volta, e a mais nova é a que enxerga primeiro.
Para quem é — e para quem não é
É para você se você gosta de terror de sala fechada, tipo 10 Cloverfield Lane ou A Caça, e prefere tensão de diálogo a perseguição. Também é para quem tem interesse genuíno em religião comparada — o filme discute origem de mitos e monopólio de fé com mais seriedade do que se espera do gênero.
Não é para você se você quer terror de sobressalto e ritmo. O primeiro ato é quase todo conversa educada, e quem entra esperando ação vai achar arrastado.
E uma ressalva de sensibilidade: o filme usa a fé mórmon especificamente, e trata as duas jovens com respeito real — mas é um filme sobre alguém atacando a crença de outra pessoa por prazer. Se você é religioso e isso te desconforta, o desconforto é o ponto, não um acidente.
A cena das duas portas
Existe um momento, mais ou menos na metade, que virou o cartão de visita do filme: Reed oferece às duas uma escolha entre duas portas, marcadas "crença" e "descrença".
Não vou dizer o que acontece. Mas vale saber que a cena é o eixo do filme inteiro e que ela é construída para você tentar responder junto — o que você escolheria, e por quê, sabendo que a pergunta pode ser uma armadilha em qualquer direção.
É a melhor sequência de terror falado dos últimos anos e é a razão de o filme ter durado na conversa muito além do lançamento. Também é o momento em que Hugh Grant deixa de ser encantador e continua encantador, que é bem pior.
Quanto tempo você tem
Cento e dez minutos, sem cena pós-créditos, sem franquia, sem dever de casa. Filme de uma sessão e ponto final.
É bom para noite de semana justamente por isso: cabe depois do jantar e não te deixa acordado por horas depois — o desconforto que ele provoca é intelectual, não visceral.
Funciona muito bem para assistir a dois, porque rende conversa imediata. É praticamente impossível terminar este filme e não discutir o argumento do Reed com quem estava na sala.
A ressalva honesta
O terceiro ato não sustenta os dois primeiros, e essa é a crítica praticamente unânime. Depois de uma hora de debate afiado, o filme precisa terminar de alguma forma — e escolhe o caminho mais convencional disponível, com perseguição e violência física.
Não é ruim. É só menor do que o que veio antes. A sensação é de um filme que tinha uma ideia melhor do que sabia resolver.
Segundo ponto: se você é bem lido em crítica da religião, os argumentos do Reed vão parecer familiares e menos devastadores do que o filme sugere. Boa parte do impacto depende de os ouvir pela primeira vez.
Terceiro: a nota 7,0 é honesta. Este é um filme muito bom por uma hora e razoável na última meia hora, e a média reflete isso.
Se você gostou de outro, aqui tem o quê
Quem veio de 10 Cloverfield Lane encontra a estrutura mais parecida que existe: casa, anfitrião cordial, ameaça que você não consegue medir.
Quem gostou de A Chegada ou A Cabana vai reconhecer o gosto por terror que discute ideia em vez de mostrar monstro.
Quem quer Hugh Grant contra o tipo dele em outro registro: Um Pequeno Favor e a série The Undoing são os dois experimentos anteriores nessa direção — nenhum tão longe quanto este.
E quem quer o mesmo assunto sem terror: A Última Tentação e Silêncio, de Scorsese, tratam de fé posta à prova com muito mais tempo e menos truque.
Por que Hugh Grant funciona tão bem aqui
Vale um parágrafo sobre isso porque é a razão de o filme existir.
Terror com vilão carismático normalmente pede um ator que sinalize perigo — olhar fixo, voz baixa, algo errado desde o primeiro plano. Grant faz o contrário. Ele é desajeitado, se desculpa, oferece torta, se atrapalha nas palavras. O público passou trinta anos aprendendo que esse comportamento significa "mocinho".
O filme usa essa memória contra você. Quando fica claro que ele é perigoso, você já simpatizou — e continua simpatizando, o que é a parte que dá medo de verdade. Nenhum ator que já fez vilão conseguiria esse efeito, porque a defesa do público estaria ligada desde o começo.
É casting como argumento, e é o que separa este filme de um exercício de sala fechada qualquer.
Onde assistir sem pagar duas vezes
No Brasil o filme está incluído no canal Diamond Films dentro da Amazon (Diamond Films Amazon Channel). Também aparece nas lojas digitais para aluguel e compra.
O canal é um adicional dentro do Prime Video, com mensalidade baixa e cancelamento a qualquer momento — costuma sair abaixo do preço de alugar dois filmes. Se você já tem Prime, é um acréscimo à conta existente, sem novo cadastro.
Como o filme é relativamente recente, ele aparece com destaque nas lojas de aluguel, e é fácil pagar sem perceber que existe a opção incluída. Vale conferir o Diamond Films antes de dar play em qualquer lugar.
Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.
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Onde assistir
Trailer
Trailer original
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Elenco principal
Hugh GrantMr. Reed
Sophie ThatcherSister Barnes
Chloe EastSister Paxton
Topher GraceElder Kennedy
Elle YoungProphet
Julie Lynn-MortensenPedestrian
Haylie HansenTeenager
Elle McKinnonTeenager
Hanna HuffmanTeenager
Anesha BaileyNeighbor
Miguel CastilloNeighbor
Stephanie LavigneBelieverPerguntas frequentes sobre Herege
Onde assistir Herege no Brasil?
Herege está incluído na assinatura de: Diamond Films. Também dá para alugar ou comprar avulso em: Apple TV, Prime Video, Google Play. Os links acima levam direto para a busca em cada plataforma.
De que ano é Herege?
O filme Herege é de 2024.
Herege é bom? Qual a nota?
Herege tem nota 7.0/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.
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