Onde assistirHarry & Sally: Feitos um para o Outro no Brasil?
When Harry Met Sally...
Harry e Sally vão morar em Nova York, se veem esporadicamente e constroem uma grande amizade ao longo dos anos. Mas, aos poucos, percebem com certo temor que estão apaixonados um pelo outro.
Por que assistir
Porque é o filme que definiu o formato da comédia romântica moderna, e porque quase nada do que veio depois chegou perto. A pergunta que ele faz — homem e mulher podem ser só amigos? — virou clichê exatamente porque este filme a formulou bem.
O que sustenta são os diálogos de Nora Ephron. Ela escreveu a partir de conversas reais com Rob Reiner, que na época era recém-divorciado e amargo, e transformou aquilo no Harry. Sally veio dela própria — inclusive a mania de pedir tudo com modificações no restaurante.
São 96 minutos, nota 7,4 no TMDB com 4,6 mil votos. Acompanha os dois ao longo de doze anos, em encontros esparsos, e essa estrutura de tempo longo é a coisa mais rara do filme.
A estrutura de doze anos é o que ninguém copia
Quase toda comédia romântica se passa em algumas semanas. Esta se passa em doze anos, em quatro blocos separados.
Eles se conhecem em 1977, numa viagem de carro de Chicago a Nova York, e se detestam. Reencontram-se cinco anos depois num aeroporto, quando ambos estão em relacionamentos. Reencontram-se de novo cinco anos depois, os dois recém-separados, e viram amigos de verdade. Só então a pergunta do filme fica em jogo.
Isso muda tudo. As pessoas envelhecem, mudam de opinião, erram e voltam. Quando eles finalmente se aproximam, você já os viu passar por uma década de vida — o que dá ao romance um peso que nenhum encontro fofo de dez minutos consegue produzir.
É também por isso que o filme não parece datado no essencial, mesmo com os cabelos e ombreiras entregando 1989 em cada cena.
Para quem é — e para quem não é
É para você se você gosta de filme falado e de humor de observação. Praticamente tudo aqui é conversa — em carro, em restaurante, em telefone, em livraria. Se diálogo bom te segura, este é dos melhores que existem.
Também é bom para quem quer entender de onde vem o gênero. Assistir a este e depois ver qualquer comédia romântica dos últimos trinta anos é um exercício revelador de quanto foi copiado.
Não é para você se você quer ritmo ou reviravolta. Não acontece quase nada. O filme é conversa e passagem de tempo.
Também não é se você não tolera Nova York filmada com afeto absoluto — Central Park no outono, livrarias, prédios de tijolo. O filme é essencialmente uma declaração de amor à cidade, e isso é metade do charme ou metade do problema, dependendo de você.
A cena do restaurante e a frase final
Todo mundo conhece: Sally simula um orgasmo numa delicatessen lotada para provar um argumento ao Harry. E uma senhora numa mesa próxima diz à garçonete que quer o mesmo que ela pediu.
Três detalhes que quase ninguém sabe. Primeiro: a ideia foi de Meg Ryan. No roteiro original, Sally só argumentava verbalmente — foi ela quem propôs demonstrar.
Segundo: a fala final da senhora foi escrita por Billy Crystal.
Terceiro: a senhora é Estelle Reiner, mãe do diretor. Ela gravou a fala em várias tomadas ao longo de um dia inteiro de filmagem, enquanto Meg Ryan repetia a cena.
A sequência foi eleita uma das falas mais memoráveis do cinema americano, e o restaurante real — Katz's Delicatessen, em Nova York — tem até hoje uma placa pendurada sobre a mesa onde a cena foi filmada.
Quanto tempo você tem
Noventa e seis minutos. É das comédias românticas mais curtas e mais bem editadas que existem — não sobra gordura em nenhum ato.
Cabe em qualquer noite, funciona cansado, funciona picado, funciona em segundo plano. É provavelmente o filme mais fácil de encaixar desta lista inteira.
Sem cena pós-créditos. Existem os depoimentos de casais idosos intercalados ao longo do filme, contando como se conheceram — são atores recitando histórias reais coletadas pela produção, e funcionam como o coro grego da coisa toda.
Vale ficar até o último desses depoimentos, que fecha o filme e é o melhor de todos.
A ressalva honesta
O filme é branco, rico e de Manhattan, sem nenhuma consciência disso. Todo mundo tem apartamento grande, emprego confortável e tempo livre. É a Nova York de um segmento muito específico, apresentada como se fosse a cidade inteira.
Segundo ponto: a tese central envelheceu de forma estranha. A ideia de que homem e mulher não podem ser amigos porque o desejo sempre atrapalha é apresentada pelo Harry como verdade universal, e o filme, no fim, meio que lhe dá razão. Muita gente hoje discorda frontalmente disso — e a discordância é boa parte do que mantém o filme em discussão.
Terceiro: as personagens secundárias femininas existem pouco, e Carrie Fisher, que está ótima, recebe muito menos do que merecia.
Quarto, subjetivo: o Harry é insuportável no primeiro bloco. Uma parte do público nunca se recupera disso, e é compreensível.
Se você gostou de outro, aqui tem o quê
Quem quer mais Nora Ephron: Sintonia de Amor e Mens@gem para Você são dela, ambos com Meg Ryan e Tom Hanks, e o primeiro está disponível no Brasil.
Quem gostou da estrutura de tempo longo: a trilogia Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e Antes da Meia-Noite leva a mesma ideia ao extremo — três filmes, dezoito anos, os mesmos dois atores.
Quem quer o ancestral: Núpcias de Escândalo e as comédias de Cary Grant dos anos 1940 são a fonte do diálogo rápido entre iguais.
E quem quer a versão contemporânea: Cenas de um Casamento não, mas Segunda-Feira e Um Lugar Chamado Notting Hill herdam partes diferentes da fórmula.
O detalhe dos depoimentos
Vale explicar porque é a decisão mais bonita do filme e passa despercebida.
Ao longo da história, o filme corta para casais idosos sentados num sofá, olhando para a câmera, contando como se conheceram. Uma mulher que reencontrou o namorado de infância cinquenta anos depois. Um casal casado há mais de meio século que ainda discute detalhes da primeira conversa.
São atores, mas as histórias foram coletadas de casais reais pela produção e recontadas quase palavra por palavra.
A função é dar escala. Enquanto Harry e Sally passam doze anos decidindo, esses casais mostram o que estava em jogo — décadas inteiras que começaram num acaso qualquer.
Reiner intercalou os depoimentos para que o último venha logo antes do desfecho, e a intenção fica óbvia: agora eles são um daqueles casais no sofá. É sentimental e funciona.
Onde assistir sem pagar duas vezes
No Brasil o filme está incluído em dois canais: MGM Plus dentro da Amazon e MGM+ dentro do Apple TV. Também aparece nas lojas digitais para aluguel e compra.
São o mesmo serviço acessado por lojas diferentes — assine pela que você já usa, não pelas duas. Se você tem Prime, o MGM+ pela Amazon é acréscimo à conta existente.
O catálogo do MGM+ é forte justamente em clássicos americanos das décadas de 1980 e 1990, então um mês de assinatura costuma render bem mais que este filme sozinho. Vale olhar o que mais tem lá antes de decidir entre assinar e alugar.
Atenção ao título na busca: no Brasil ele aparece como Harry & Sally: Feitos um para o Outro e às vezes como Quando Harry Encontrou Sally, que é a tradução literal do original.
Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.
Também está em: Comédias românticas que valem a sessão.
Onde assistir
Trailer
Trailer original
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Da próxima vez, responda 2 perguntas e o app indica — só no que você já assina. Grátis, sem cadastro.
Elenco principal
Billy CrystalHarry Burns
Meg RyanSally Albright
Carrie FisherMarie
Bruno KirbyJess
Steven FordJoe
Lisa Jane PerskyAlice
Michelle NicastroAmanda
Gretchen PalmerStewardess
Robert Alan BeuthMan on Aisle
Harley Jane KozakHelen
Franc LuzJulian
Tracy ReinerEmilyPerguntas frequentes sobre Harry & Sally: Feitos um para o Outro
Onde assistir Harry & Sally: Feitos um para o Outro no Brasil?
Harry & Sally: Feitos um para o Outro está incluído na assinatura de: MGM+, MGM Plus. Também dá para alugar ou comprar avulso em: Apple TV, Prime Video, Google Play. Os links acima levam direto para a busca em cada plataforma.
De que ano é Harry & Sally: Feitos um para o Outro?
O filme Harry & Sally: Feitos um para o Outro é de 1989.
Harry & Sally: Feitos um para o Outro é bom? Qual a nota?
Harry & Sally: Feitos um para o Outro tem nota 7.4/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.
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