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Poster de Como Eu Era Antes de Você

Onde assistirComo Eu Era Antes de Você no Brasil?

Me Before You

Filme2016⭐ 7.9

Ficha técnica

GênerosDrama Romance
DireçãoThea Sharrock
Duração110 min
Nota⭐ 7.9/10 (TMDB)

Will é um garoto rico e bem-sucedido, até sofrer um grave acidente que o deixa preso a uma cadeira de rodas. Ele está profundamente depressivo e contrata uma garota do campo para cuidar dele. Ela sempre levou uma vida modesta, com dificuldades financeiras e problemas no trabalho, mas está disposta a provar para Will que ainda existem razões para viver.

Por que assistir

Porque é um dos romances mais populares da década e porque a discussão em torno dele é mais interessante que o filme.

Louisa perde o emprego numa cafeteria e é contratada para fazer companhia a Will, um jovem executivo tetraplégico depois de um acidente. Ela é excêntrica e falante; ele é sarcástico e fechado. O desenvolvimento é o que você imagina.

O que não é o que você imagina é o desfecho, que transformou o filme num dos mais debatidos do gênero — e que gerou protestos de organizações de pessoas com deficiência no lançamento.

São 110 minutos, nota 7,9 no TMDB com 13,4 mil votos. Emilia Clarke e Sam Claflin nos papéis centrais, com adaptação da própria Jojo Moyes.

A polêmica, explicada sem estragar o filme

Vale saber que ela existe antes de assistir, porque muda a experiência.

O filme trata de um tema específico: o direito de uma pessoa com deficiência adquirida decidir sobre a própria vida. E a forma como conduz esse tema foi criticada duramente por ativistas.

A objeção central: o filme apresenta a vida de um homem rico, com recursos, cuidados de qualidade e uma família que o ama — e ainda assim constrói a existência dele como algo insuportável em essência. A mensagem que muita gente com deficiência leu foi a de que é melhor estar morto do que naquela condição.

Houve protestos organizados em estreias no Reino Unido e nos Estados Unidos, com a palavra de ordem de que a vida deles não é tragédia.

Jojo Moyes respondeu dizendo que escreveu sobre um personagem específico, não sobre uma categoria. As duas posições têm defensores sérios, e o debate segue aberto.

Para quem é — e para quem não é

É para você se você quer melodrama romântico assumido e não se importa de chorar. O filme é competente no que se propõe, tem química real entre os protagonistas e é bonito de olhar.

Emilia Clarke, em particular, entrega uma performance cômica bem mais interessante do que o papel exigia — ela usa o rosto inteiro e é o melhor do filme.

Não é para você se você tem deficiência ou convive de perto com alguém que tem. A leitura que o filme faz do assunto pode ser dolorosa ou ofensiva, e essa reação é comum e legítima.

Também não é se você está em momento de fragilidade em relação a morte assistida, suicídio ou luto. O filme trata desses temas de forma direta no terceiro ato.

E não é se você não tolera melodrama. Ele não faz nenhum esforço para ser sutil.

Emilia Clarke fora de Westeros

Este foi o primeiro papel grande dela no cinema fora de Game of Thrones, e a diferença é chocante.

Daenerys é contida, imperiosa, quase sem expressão facial por temporadas inteiras. Louisa Clark é o oposto absoluto: sobrancelhas em movimento constante, boca aberta, roupa espalhafatosa, riso alto.

Clarke já disse que aceitou justamente porque queria provar que conseguia fazer comédia — e que a direção precisou pedir contenção algumas vezes, porque ela estava tão feliz de poder mexer o rosto que exagerava.

O resultado divide: para uma parte do público, ela é encantadora e carrega o filme; para outra, é excessiva a ponto de irritar.

O que é indiscutível é que ela sustenta praticamente sozinha as cenas em que o roteiro não ajuda — e há várias. Nas sequências de família dela, especialmente, a atuação é melhor que o material.

Quanto tempo você tem

Cento e dez minutos, sem cena pós-créditos.

É filme de noite qualquer, com ritmo confortável e estrutura previsível. Não exige atenção total e funciona picado.

Existe uma continuação literária — a autora escreveu dois livros seguintes acompanhando Louisa — mas não há filme correspondente, então esta história termina aqui na tela.

Recomendação prática: não é filme para assistir sozinho se você está sensível. O terceiro ato é pesado e a estrutura de melodrama garante que ele te pegue no momento planejado.

Lenço à mão é conselho literal, não figura de linguagem.

A ressalva honesta

Além da questão central sobre representação de deficiência, há três pontos.

O primeiro: o filme é convencional em tudo que não seja o desfecho. Cada beat da comédia romântica está no lugar exato — o emprego improvável, a mudança de guarda-roupa, a festa, a viagem, a declaração. Não há uma escolha formal surpreendente em 110 minutos.

O segundo: o namorado de Louisa é escrito como obstáculo descartável, obcecado por corrida e desatento, para que ninguém sinta pena quando ele sair de cena. É preguiça de roteiro.

O terceiro: o filme usa a riqueza do Will de forma acrítica. O castelo, o cuidador em tempo integral, as viagens — tudo existe para produzir imagem bonita, e nunca se pergunta o que a mesma história seria com alguém sem esse dinheiro. O que é, aliás, o coração da crítica dos ativistas.

A nota 7,9 é alta e reflete o público-alvo, que gostou muito. A crítica especializada foi bem mais fria.

Se você gostou de outro, aqui tem o quê

Quem quer melodrama romântico com doença no centro: A Culpa é das Estrelas e Um Amor Para Recordar são os vizinhos diretos.

Quem quer o mesmo tema tratado com mais complexidade: Mar Adentro, de Alejandro Amenábar, trata de morte assistida com muito mais camadas e é baseado em caso real.

Quem quer personagem com deficiência escrito com autonomia: Intocáveis é a alternativa mais popular, ainda que tenha suas próprias críticas, e a série Special é escrita e protagonizada por alguém com paralisia cerebral.

E quem gostou da Emilia Clarke: Últimos Natais é o outro romance dela e é mais leve.

Para quem quiser ir além: os livros seguintes de Jojo Moyes acompanham Louisa depois desta história e são bem mais interessantes sobre o que ela faz com a própria vida.

O que a autora diz sobre a crítica

Vale registrar as duas posições, porque a discussão é honesta dos dois lados.

Jojo Moyes escreveu o livro depois de acompanhar histórias reais de pessoas que buscaram morte assistida na Suíça, incluindo a de um jovem jogador de rúgbi. Ela sustenta que escreveu sobre um personagem específico, com uma trajetória específica, e que ficção não tem obrigação de representar uma categoria inteira.

Os críticos respondem que ficção não existe no vácuo: quando praticamente todas as histórias populares sobre deficiência adquirida terminam da mesma forma, a soma delas comunica algo — mesmo que nenhuma individualmente pretenda comunicar isso.

Ambas as posições são defensáveis. O que vale para quem vai assistir é saber que a discussão existe, e que a reação forte de pessoas com deficiência ao filme não é exagero nem falta de repertório.

É um filme melhor de discutir do que de assistir, e isso não é necessariamente demérito.

Onde assistir sem pagar duas vezes

No Brasil o filme está incluído no Amazon Prime Video, tanto no plano padrão quanto na versão com anúncios. Também aparece nas lojas digitais para aluguel e compra.

Ou seja: se você tem Prime por causa do frete, já tem o filme sem custo adicional. Não é canal adicional nem aluguel.

Este é um dos poucos títulos desta lista que está no catálogo principal do Prime e não num canal pago dentro dele — o que significa que não há nada a assinar.

Vale conferir antes de alugar em qualquer loja: romance popular costuma ter aluguel com preço cheio mesmo anos depois do lançamento, e este está incluído em um dos serviços mais assinados do Brasil.

Curadoria da redação do O que assistir? — texto próprio, não gerado a partir de sinopse. Ficha e disponibilidade via TMDB.

Também está em: Filmes para ver em casal numa noite a dois, Romances para maratonar.

Onde assistir

Trailer

Trailer original

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Elenco principal

Emilia ClarkeEmilia ClarkeLouisa 'Lou' Clark
Sam ClaflinSam ClaflinWilliam 'Will' Traynor
Janet McTeerJanet McTeerCamilla Traynor
Charles DanceCharles DanceStephen Traynor
Brendan CoyleBrendan CoyleBernard Clark
Jenna ColemanJenna ColemanKatrina 'Treena' Clark
Matthew LewisMatthew LewisPatrick
Samantha SpiroSamantha SpiroJosie Clark
Stephen PeacockeStephen PeacockeNathan
Vanessa KirbyVanessa KirbyAlicia Dawares
Ben Lloyd-HughesBen Lloyd-HughesRupert Collins
Joanna LumleyJoanna LumleyMary Rawlinson

Perguntas frequentes sobre Como Eu Era Antes de Você

Onde assistir Como Eu Era Antes de Você no Brasil?

Como Eu Era Antes de Você está incluído na assinatura de: MGM+, MGM Plus. Também dá para alugar ou comprar avulso em: Apple TV, Prime Video, Google Play. Os links acima levam direto para a busca em cada plataforma.

De que ano é Como Eu Era Antes de Você?

O filme Como Eu Era Antes de Você é de 2016.

Como Eu Era Antes de Você é bom? Qual a nota?

Como Eu Era Antes de Você tem nota 7.9/10 segundo os usuários da TMDB — uma boa referência para decidir se vale a pena assistir.

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